
MAGNO MALTA E A CPI DA PANDEMIA
A atuação do senador Magno Malta na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia foi marcada por embates e discursos inflamados. Suas críticas direcionadas ao Ministro Gilmar Mendes, utilizando termos como “cara de pau” e “toga suja”, geraram intensa tensão no Senado. Malta questionou a moralidade do ministro, mencionando supostas relações com empresários em festas e viagens, alegando que tais ligações desmoralizam as instituições judiciais brasileiras.
MAGNO MALTA E O CASO DO BANCO MASTER
Durante uma sabatina, o senador Magno Malta confrontou o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, sobre o escândalo financeiro do Banco Master e o suposto envolvimento do banco com integrantes do STF. Malta questionou de que lado Messias estaria no STF, mencionando viagens de membros do tribunal em jatinhos de empresas ligadas a Daniel Vorcaro, assim como em companhia de advogados ligados ao ex-banqueiro.
MAGNO MALTA E AS ACUSAÇÕES DE CALÚNIA
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu uma queixa-crime do ministro Luís Roberto Barroso contra o então senador Magno Malta por calúnia. Malta havia afirmado falsamente, em um evento político, que o ministro “batia em mulher” e respondia a dois processos por isso. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, ressaltou que a liberdade de expressão não pode ser utilizada como “escudo protetivo para a prática de discursos de ódio, antidemocráticos, ameaças, agressões, infrações penais e toda a sorte de atividades ilícitas”. O STF decidiu tornar Magno Malta réu por crime de calúnia contra o ministro Barroso.
MAGNO MALTA E A MÁFIA DOS SANGUESSUGAS
Em 2007, Magno Malta foi indiciado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento no escândalo da máfia dos sanguessugas. Ele foi acusado de ligação com o esquema de venda superfaturada de ambulâncias para prefeituras e de ter recebido um carro para apresentar uma emenda ao Orçamento que destinaria recursos para a compra de ambulâncias que seriam vendidas por Luiz Antônio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas. A assessoria do senador negou as acusações. Malta foi absolvido no processo por quebra de decoro parlamentar aberto no Conselho de Ética do Senado.
MAGNO MALTA E A CPI DA PEDOFILIA
Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, em 2009, Magno Malta expôs o cobrador de ônibus Luiz Alves de Lima, acusando-o de estuprar a própria filha. Lima foi preso, torturado e, seis anos depois, inocentado. Lima perdeu a visão devido às agressões sofridas na prisão. Ele processou Malta por acusação falsa de estupro. Luiz Alves de Lima acusa Magno Malta de ter ordenado sua prisão e tortura.
MAGNO MALTA E A DEFESA DE JAIR BOLSONARO
Em 2025, Magno Malta se acorrentou no Senado em defesa do então presidente Jair Bolsonaro durante um protesto contra o impeachment de um ministro do STF. A pauta de reivindicações incluía também o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado.
MAGNO MALTA E AS INVESTIGAÇÕES NO STF
O senador Magno Malta enfrentou pedidos de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar suas declarações de cunho racista contra o jogador de futebol Vinícius Jr. As ações foram movidas pelo procurador-geral de Justiça, Augusto Aras, pelo senador Fabiano Contarato e pela Federação Psol-Rede.
MAGNO MALTA E A QUEIXA-CRIME DE CARLOS LUPI
Em 2025, o ministro Luiz Fux, do STF, deu prazo para Magno Malta se manifestar sobre uma queixa-crime protocolada contra ele pelo ex-ministro da Previdência e presidente do PDT, Carlos Lupi. Lupi acusou Malta de proferir ofensas e acusações falsas de envolvimento em um esquema fraudulento de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. Segundo a queixa-crime, Malta teria atribuído a Lupi a prática de corrupção, fraude e desvio de recursos públicos, além de utilizar expressões ofensivas como “rato de esgoto”, “ladrão”, “gente sem sentimento” e “tarado por dinheiro”.
FAQ SOBRE MAGNO MALTA
QUEM É MAGNO MALTA?
Magno Pereira Malta é um pastor evangélico, cantor e político brasileiro, filiado ao Partido Liberal (PL). Foi senador pelo Espírito Santo de 2003 a 2019 e eleito novamente em 2022. Iniciou sua carreira política como vereador em Cachoeiro de Itapemirim (ES), passando por deputado estadual e federal.
QUAIS FORAM OS PRINCIPAIS ESCÂNDALOS ENVOLVENDO MAGNO MALTA?
Magno Malta esteve envolvido em diversos escândalos ao longo de sua carreira política, incluindo:
- Máfia dos Sanguessugas: Indiciado pela Polícia Federal por suspeita de participação no esquema de compra superfaturada de ambulâncias.
- CPI da Pedofilia: Acusado de usar a CPI para exposição midiática, com alegações de ter prejudicado um homem acusado injustamente de estupro.
- Acusações de calúnia: Réu em ação movida pelo Ministro Roberto Barroso por acusação de calúnia.
- Queixa-crime de Carlos Lupi: Acusado de difamação e injúria pelo ex-ministro Carlos Lupi.
MAGNO MALTA JÁ FOI CONDENADO POR ALGUM CRIME?
Até o momento, não há informações disponíveis sobre condenações criminais definitivas contra Magno Malta. Ele foi indiciado em alguns casos, mas absolvido em outros.
QUAL A ATUAÇÃO DE MAGNO MALTA EM RELAÇÃO A JAIR BOLSONARO?
Magno Malta é um aliado de Jair Bolsonaro. Ele se acorrentou no Senado em defesa de Bolsonaro durante um protesto contra o impeachment de um ministro do STF.
QUAIS SÃO AS POSIÇÕES POLÍTICAS DE MAGNO MALTA?
Magno Malta é conhecido por suas posições conservadoras em temas como aborto, legalização de drogas e casamento igualitário. Ele também é crítico do Supremo Tribunal Federal (STF).
MAGNO MALTA AINDA É SENADOR?
Sim, Magno Malta foi reeleito senador pelo Espírito Santo em 2022. Ele já havia exercido o cargo de 2003 a 2019.
QUAIS SÃO AS COMISSÕES QUE MAGNO MALTA JÁ PRESIDIU?
Magno Malta foi presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre narcotráfico, enquanto deputado federal, e da Comissão da Pedofilia, no Senado Federal.
MAGNO MALTA JÁ SOFREU ALGUM PROCESSO POR FAKE NEWS?
O STF recebeu uma queixa-crime do ministro Luís Roberto Barroso contra Magno Malta por calúnia, após Malta disseminar informações falsas sobre o ministro.